Chegado o dia 23 de Fevereiro de 2012, a fatalidade era anunciada com a “partida física” deste grande Homem, ceifado do seio da grande família ferreirense que, ele próprio, ajudou a construir. Filho de gente simples, jamais esqueceu a sua terra, as suas origens. Lutador por natureza, influente nos meios em que desenvolvia a sua actividade, empreendedor nato, sempre com uma visão muito para além do normal, mesmo em tempos difíceis. Solidário para com o seu semelhante, colocando-se sempre ao dispor da comunidade; foi Autarca, Director, Jornalista, Administrador, Construtor, Benemérito, Entusiasta em todas as tarefas em que se empenhava, sem nunca as deixar por concluir. A multidão presente no cortejo fúnebre bem como o voto de silêncio aprovados, em assembleia municipal, por unanimidade e aclamação, são o maior testemunho do cidadão que era, exemplar na sua conduta, nos seus valores, na sua acção.
O Director
in Despertar do Zêzere, 29 de Fevereiro de 2012
É sempre difícil escrever sobre a partida daqueles que admiramos e estimamos. José Martinho da Conceição Alves – o Zé Martinho da Igreja Nova – partiu aos 80 anos tendo falecido onde sempre sonhou – no Lar da Igreja Nova – do qual foi o iniciador e mentor, no seu modesto quarto, que escolheu para o fim da sua vida e a sua cerimonia fúnebre teve a presença dos presidentes das juntas do concelho, da câmara, bombeiros de Ferreira e centenas e centenas de amigos, que no discurso fúnebre lido por um dos seus amigos de longa data, José Manuel Duarte, na sede da Associação Igrejanovense, tocou a todos, e todos se despediram com uma grande salva de palmas de obrigado ao homem, ao lutador, que pautou quase toda a sua vida pelo associativismo, pela inovação, pelo bem estar dos Igrejanovenses.
